quinta-feira, 10 de maio de 2012

Visita Iberê Camargo

Na última sexta-feira, dia 04 de Maio de 2012, visitamos a Fundação Iberê Camargo localizada na Orla do Guaíba na cidade de Porto Alegre. Essa visita ocorreu de maneira guiada por um intermediador e, também, pelas professoras Daniela e Cristina, as quais faziam constantes referências aos detalhes arquitetônicos da obra do renomado arquiteto Álvaro Siza. Dessa forma, consegui observar o projeto e a obra, em si, com um olhar diferente das demais vezes em que estive nesse local e isso se deu, por vezes, de maneira espontânea e outras graças às ressalvas do guia e das professoras. Assim, classifico a edificação como uma obra perfeccionista, pois todos os detalhes foram planejados de maneira incansável, segundo o vídeo exibido antes de iniciarmos a visita. Outro fator que merece destaque é a essência da obra, uma vez que ela não ocorre de maneira singular, isolada, mas sim de modo coletivo, porque tudo foi planejado pelo próprio arquiteto, desde os elementos essenciais até os considerados “banais” por alguns leigos. Contudo, a grandiosidade do espaço seria minimizado caso não houvesse essa busca pelo perfeccionismo incansável do arquiteto. Por isso, também, a escolha de Álvaro Siza se mostrou compatível com as obras do artista Iberê Camargo. Essa combinação obteve um resultado fantástico, que pode ser percebido, simplesmente, ao entrar no local. Características como o encontro dos degraus com emendas não são ignorados por Siza e, consequentemente, mostra seu perfeccionismo.  Apesar do grande reconhecimento pelo seu trabalho, Siza não deixou de ter algumas de suas projeções alteradas, tais como a adição de adesivos na porta principal e de placas universais de saída de emergência, o que mostra muitas vezes a imponência na profissão da arquitetura. Ou seja, isso remete a uma reflexão de que um projeto é tão vulnerável enquanto no papel quanto na execução. Siza foi contemplado pelo sítio no qual a edificação se localiza e, inteligentemente, usufruiu desse fator com aberturas que emolduram a cidade de uma maneira ímpar. Como se tudo isso não fosse suficiente, o arquiteto quebra com o rigor da simetria em algumas áreas da Fundação e, com isso, se mostra surpreendente. Por fim, a obra é marcada pela ousadia e competência de um arquiteto, Álvaro Siza, que não se conteve com o usual. Quiçá, portanto, seja esse o motivo pelo qual a obra não passa despercebida pelos que percorrem a orla da cidade.

Porta principal: adesivo adicionada altera o projeto de Siza
 Vista a partir da janela. 
 O olhar de Álvaro Siza sob a cidade de Porto Alegre é registrado pela abertura na fachada de concreto branco.
 O projeto possui uma característica interessante: há uma área em que existe uma intersecção entre a Fundação e a cidade, formando uma unidade integrada.
 Fachada do prédio 
 Fachada do prédio com a cafeteria, ela que é, por vezes, criticada por parece díspar ao restante do projeto.

 Detalhe da escada: a cada fim de degrau tem-se uma "emenda" que ocorre no mesmo local.

 Placa de Álvaro Siza X Placa universal. 
 Foto a partir da Biblioteca da Fundação
 Cadeiras, essas planejadas por Álvaro também
 Abertura que está na Oficina
 Escada localizada na oficina
 Vista superior da oficina. Percebe-se que o local é amplo e iluminado
 Corredor com incidência de luz natural
 Adesivo de uma bicicleta: grande marca do artista Iberê Camargo
 Saguão principal
 Acesso ao museu. Essa rampa é, na verdade, o fim, segundo o desejo de Siza.
 Quebra da simetria: característica inusitada da obra

 Vazio entre as fachadas
 A obra não pode ser considerada linear, apesar das constantes formas geométricas
 Foto a partir dos fundos do terreno do Iberê Camargo

Nenhum comentário:

Postar um comentário